Projeto se consolida em 2011

Danilo Kossoski

 

O projeto Cinearte do Jornal da Manhã realizou, no sábado, a sua última sessão do ano de 2011. O filme de encerramento foi “Titãs: a vida até parece uma festa”, que encerrou a programação deste ano, com temática focada nos músicos que fizeram e fazer a história artística nacional.

Público ouviu o melhor do rock nesse sábado, com um repertório que incluiu canções do Barão Vermelho e Titãs

Seguindo a linha de realização do projeto, o Cinearte deste ano também reafirmou sua proposta de oferecer espaço para a apresentação de músicos locais. Uma parceria importante foi feita com o curso de Artes da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que levou seus acadêmicos para diversos espetáculos teatrais. A participação de outros artistas, como o cantor João Motta e o músico Boró, também foram de grande valia para compor outra vez uma programação diversificada aos espectadores do Cinearte.

Nesse sábado, quem fez o show logo após a exibição do filme dos Titãs foi a banda ponta-grossense Strêides. O vocalista da banda, Alessandro Chagas, destaca a importância de um projeto como o Cinearte para divulgar o trabalho dos artistas. “É legal para dar espaço para as bandas da cidade. Na abertura do Cinearte teve a participação da Mandau, e nós fechamos projeto, começando a tocar logo que subiram os créditos do filme dos Titãs. Foi bem legal, teve bastante gente, e a galera foi bem participativa”, disse Chagas. A banda Strêides apresentou um repertório de músicas nacionais que remetiam ao filme exibido, pela época em que foram sucesso, incluindo Barão Vermelho, Titãs e Arnaldo Baptista. continue lendo…

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‘Loki’ emociona público do projeto Cinearte

Danilo Kossoski

 

Os fãs de cinema e música tiveram a oportunidade de assistir, nesse sábado, ao documentário “Loki”, que conta parte da história de Arnaldo Baptista, músico que fundou o grupo Mutantes. Para participar do debate, o radialista Juca Francisquini foi o convidado especial.

Público que assistiu ao filme participou de intenso debate, logo em seguida

“O convite surgiu em razão de minha participação na área cultural de Ponta Grossa. O fato de eu ter trabalhado nessa área criou uma ligação interessante com o público, além de eu também ter feito um programa de música alternativa de qualidade na rádio Vila Velha nos anos 80”, destaca Francisquini.

Em sua participação, ele falou um pouco a respeito da trajetória dos Mutantes, contextualizando o surgimento do grupo com alguns dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo na época, do ponto de vista da música, política, cinema e televisão.

“Procurei falar sobre a separação dos músicos do grupo Mutantes, e especialmente sobre a saída da Rita Lee, e depois do próprio Arnaldo. Encerrei falando a respeito da retomada dos Mutantes, com Sérgio Dias, mas sem a Rita Lee e já sema Zélia Duncan, que tinha fica em seu lugar”, explica Francisquini. continue lendo…

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Cinearte exibe hoje história de ‘Loki’

Danilo Kossoski

 

O projeto Cinearte do Jornal da Manhã exibe hoje, às 17 horas, o filme Loki, que conta parte da história do músico e compositor Arnaldo Baptista (Loki). O filme de 2008, com direção de Paulo Henrique Fontenelle, será exibido no Auditório B do Cine-Teatro Ópera. O convidado especial que irá conduzir o debate logo após a exibição do filme é o radialista Juca Francisquini.

Criador do grupo Mutantes é destaque da sessão deste sábado

Conforme o professor Nelson Silva Junior, um dos coordenadores do projeto Cinearte, o filme deste sábado segue a linha proposta para este ano, de ressaltar a importância de determinados nomes para a produção cultural e musical do País. Nesse sentido, Arnaldo Baptista merece ser apresentado, pois foi o fundador do grupo Mutantes, que deu início à Tropicália, movimento cultural que marcou a MPB no final da década de 1960.

Como explica o professor, em sua resenha publicada nessa semana, “canções de sua autoria, como ‘Ando Meio Desligado’ e ‘Balada do Louco’, foram gravadas e regravadas por grandes nomes, como Ney Matogrosso e Zélia Duncan. Um dos momentos mais interessantes deste documentário é a apresentação do grupo Mutantes, em 1967, no 3º Festival de Música Popular Brasileira”. continue lendo…

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Loki: criador do grupo Mutantes

Produzido pelo Canal Brasil em 2008, e com direção de Paulo Henrique Fontenelle, o documentário LOKI (120 minutos) traz a trajetória de um artista considerado um gênio pelos seus pares. E quando falamos de pares estamos nos referindo a artistas de peso internacional como Kurt Cobain e Sean Lennon.

Canções de sua autoria, como “Ando Meio Desligado” e “Balada do Louco”, foram gravadas e regravadas por grandes nomes, como Ney Matogrosso e Zélia Duncan

O “loki” do título, Arnaldo Baptista, foi o responsável pela formação do grupo Mutantes, grupo que deu início à Tropicália, movimento musical que marcou definitivamente a Música Popular Brasileira, no final dos anos 60. O filme tem sua narrativa desenvolvida a partir de um quadro pintado por Arnaldo, um paulistano, nascido em 1948 e que deu ao rock brasileiro uma identidade.

Líder do grupo Os Mutantes, formado por Arnaldo, Rita Lee e Sergio Dias, seu irmão, Baptista teve sua trajetória marcada por dissabores pessoais que acabaram por encobrir a sua personalidade artística. Casado com Rita Lee, enquanto o grupo existiu, Arnaldo deixa claro no filme a sua decepção e dor em relação à ex-esposa, que autoriza as primeiras internações do artista, num sanatório para doentes mentais. continue lendo…

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O último sobrevivente da era do rádio

Danilo Kossoski

 

O Cine-Teatro Ópera foi novamente palco para música e cinema, em mais uma sessão do projeto Cinearte, nesse sábado, dia 12. O destaque desse final de semana foi a figura do cantor Waldick Soriano, apresentada por meio do filme “Waldick – Sempre no Meu Coração” (2007), com direção de Patrícia Pillar.

João Motta fez a apresentação musical do último sábado, pouco antes da exibição do filme de Waldick Soriano

O professor Marco Aurélio Pereira, do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), foi convidado a conduzir o debate após o filme, e destaca que o público presente interagiu bastante com o documentário, que ele classifica como “muito bom”.

“Acho que a Patrícia Pillar teria feito um bom documentário se contasse a história de Waldick Soriano. Mas ela vai além disso, e o filme inteiro se constrói na perspectiva de mostrar como o final da vida de Waldick significou o final de uma era na música, de um estilo que começou romântica, virou cafona e depois brega. Depois dando lugar para o ‘new brega’ do Sidney Magal, já mais sensualizado e performático. Talvez o Waldick tenha sido o último sobrevivente da era do rádio”, diz Pereira. continue lendo…

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